Evomob · Captação SCP

Rede de eletropostos · como funciona o investimento
R$ 500 milTamanho do lote
R$ 50 milFração mínima
10Frações por lote
90%Distribuição do fluxo livre
14,0%Taxa de desconto a.a.
Lucro RealRegime tributário
Este é um material explicativo sobre a estrutura do investimento. Não é oferta pública, não é promessa de rentabilidade e não substitui os documentos contratuais. Os valores exibidos vêm de projeção e podem não se realizar.

Como funciona o investimento

Material explicativo do modelo de captação da rede de recarga Evomob, do quadro geral até o detalhe. Os números desta página são lidos das premissas configuradas no lote SCP - 02 - Regiao dos Lagos (TESTE) — taxa de gestão de 20% sobre fluxo livre, horizonte de 10 anos.

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O quadro geral

A Evomob instala e opera eletropostos — pontos onde o motorista carrega um veículo elétrico e paga pela energia entregue. Instalar um ponto custa caro e de uma vez só; operá-lo custa pouco e todo mês. É um ativo de infraestrutura: o dinheiro entra pesado no começo e volta diluído ao longo de anos.

A captação existe para financiar a implantação de novos pontos. Quem entra não empresta dinheiro para a Evomob: compra uma fatia dos eletropostos que ajudou a construir e passa a receber, todo mês, a parte dele do que aqueles pontos gerarem.

Você compra ativo, não dívida

Não existe juro contratado nem valor de resgate garantido. O que existe é a sua fatia de um eletroposto e o que ele produzir.

O retorno vem do ponto, não da Evomob

Se o eletroposto vender muita energia, o rendimento é alto. Se vender pouco, é baixo. O risco operacional é do investidor.

A Evomob ganha operando bem

A remuneração da Evomob é uma taxa de gestão sobre fluxo livre, hoje em 20%. Ela só cresce se o ativo performar.

02

Por que um eletroposto gera dinheiro

A receita de um eletroposto é simples de entender: ele compra energia da distribuidora a um preço e revende ao motorista a outro. A diferença entre os dois, multiplicada pelos kWh entregues, é o que sustenta tudo o mais.

As quatro alavancas

  • Quantas sessões por dia — quantos carros param ali. É a variável que mais mexe no resultado e a mais difícil de prever.
  • Quantos kWh por sessão — depende da potência do ponto e do tempo que o carro fica plugado.
  • A diferença entre a tarifa de venda e o custo da energia — a margem por kWh.
  • O custo fixo mensal — manutenção, conectividade, seguro e a conta fixa de energia. Ele não cai quando o movimento cai.

O ponto não nasce cheio

Um eletroposto novo começa com pouco movimento e vai ganhando tráfego conforme motoristas descobrem o local e o incorporam à rotina. Esse período é a rampa. Na carteira configurada hoje, a rampa média até a maturidade é de 18 meses, depois de 5 meses de obra, entrada de energia e homologação. Nos primeiros meses o ponto rende pouco — isso é esperado, não é sinal de problema.

03

Para onde vai cada real faturado

Esta é a conta que interessa. Do dinheiro que entra na maquininha, uma parte já sai comprometida antes de chegar em qualquer bolso. A barra abaixo mostra a divisão do faturamento no último ano da projeção, com o ativo maduro.

28%
10%
11%
57%
Energia comprada da distribuidora28,1%
Repasse ao dono do local10,0%
Tributos11,0%
Operação e manutenção57,3%
Fundo de reposição3,0%
Taxa de gestão Evomob0,6%
Distribuído aos cotistas0,0%
Reserva de caixa da SCP0,0%

Lendo de outro jeito: de cada R$ 100 faturados no ponto, cerca de R$ 0 chegam à conta do investidor e R$ 0 ficam na reserva da SCP, que também é dele, só que ainda em caixa.

A energia é quase sempre a maior linha. Por isso o regime tributário importa tanto: alguns permitem abater a energia comprada da base de imposto e outros não.

04

A estrutura: SCP por lote

Cada conjunto de eletropostos é organizado numa Sociedade em Conta de Participação, a SCP. É um formato societário desenhado exatamente para isso: alguém opera, outros participam do resultado.

Evomob · sócia ostensiva
  • Aparece perante terceiros e assina os contratos
  • Opera os pontos e responde pela operação
  • Cuida da contabilidade e da prestação de contas
Investidor · sócio oculto
  • Participa do resultado na proporção da sua cota
  • Não responde pelas obrigações da operação perante terceiros
  • Não aparece no contrato com o dono do local nem na distribuidora

Por que lotes e não um ponto por SCP

Cada lote reúne um ou mais eletropostos até completar R$ 500.000. Duas razões. A primeira é do investidor: com vários ativos no mesmo lote, o desempenho fraco de um ponto é amortecido pelos outros, em vez de definir sozinho o rendimento. A segunda é operacional: abrir e administrar uma SCP por eletroposto multiplicaria a burocracia sem trazer benefício.

05

A cota: lote, fração e carteira

Cada lote de R$ 500.000 é dividido em 10 frações de R$ 50.000. Uma fração equivale a 10% do lote — e, portanto, a 10% de cada eletroposto que aquele lote contém.

  • Um investidor pode comprar de 1 a 10 frações de um mesmo lote, indo de 10% a 100% dele.
  • Pode comprar frações em lotes diferentes. O conjunto dessas posições é a carteira dele.
  • Cada investidor é identificado por CPF ou CNPJ. Pessoa física e jurídica entram no mesmo desenho.
  • A carteira mostra a exposição por eletroposto, por cidade e por estado — dá para ver se você está concentrado numa praça só.

O momento de entrar

O investidor entra antes da implantação do eletroposto, ao custo do projeto. Não se compra fatia de ponto já rodando. Isso mantém a regra de preço simples e evita a discussão sobre quanto vale um ativo em operação na hora da entrada.

06

Como e quando o dinheiro chega

A linha do tempo de um lote, no ritmo médio da carteira configurada hoje:

Obra e homologação
Rampa de tráfego
Operação madura

Aporte no mês zero · 5 meses de obra · 18 meses de rampa · horizonte total de 10 anos

A regra de distribuição

Todo mês, apurado o resultado do lote, 90% do fluxo livre é distribuído aos cotistas na proporção das suas frações. Os 10% restantes ficam na conta da SCP como capital de giro — atraso de repasse da adquirente, conta de energia mais alta num mês, um conserto fora do previsto.

Nos primeiros meses a distribuição é pequena ou nula, porque o ponto ainda está em obra ou no começo da rampa. Isso está no desenho e precisa estar claro para o investidor antes da assinatura, não depois do primeiro extrato.

07

Como se calcula quanto vale a sua cota

O valuation de cada eletroposto é feito pelo método do fluxo de caixa descontado. A lógica em três passos:

  • Projeta-se, mês a mês, quanto caixa aquele ponto vai gerar até o fim do horizonte.
  • Cada valor futuro é trazido para hoje por uma taxa de desconto — hoje em 14,0% ao ano — porque dinheiro no futuro vale menos que dinheiro agora.
  • Soma-se a isso o valor terminal, que representa o que o ativo ainda vale depois do último ano projetado.

O valuation da rede inteira é a soma dos valuations individuais. O valuation da sua carteira é a soma da sua fatia em cada ativo. O cálculo é refeito uma vez por ano.

Para que serve esse número

Ele não define o preço de entrada, já que a entrada acontece antes da implantação, ao custo. Ele serve para acompanhar a evolução da sua posição e como referência para uma eventual saída.

08

Quem faz o quê

Evomob
  • Estrutura a captação e constitui as SCPs
  • Seleciona os pontos, negocia com o dono do local
  • Implanta, homologa e opera a rede
  • Apura o resultado e distribui todo mês
  • Refaz o valuation uma vez por ano
Remuneração: taxa de gestão de 20%
Franqueado Evomob
  • Identifica e prospecta locais na sua praça
  • Executa ou acompanha a instalação
  • Faz o atendimento e a manutenção local
  • É os olhos da rede no território
Remuneração dentro da SCP: ainda não definida
Quem apresenta o modelo
  • Explica a estrutura e qualifica o investidor
  • Mostra as projeções sempre como projeções
  • Encaminha para os documentos contratuais
  • Não promete rentabilidade, em nenhuma hipótese, nem verbalmente
Prometer retorno cria responsabilidade para a Evomob
Investidor
  • Escolhe os lotes e a quantidade de frações
  • Aporta antes da implantação
  • Acompanha a carteira e recebe mensalmente
  • Assume o risco operacional dos pontos
Recebe 90% do fluxo livre da sua fatia
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Os riscos, ditos com clareza

Todo investimento em infraestrutura tem risco, e apresentar o modelo sem esta seção é o caminho mais curto para um problema lá na frente.

  • Demanda abaixo do projetado. O maior risco. Se o ponto atrair menos carros do que a projeção assume, o rendimento cai proporcionalmente e o valuation cai junto.
  • Custo de energia. Reajuste da distribuidora acima do previsto comprime a margem por kWh, e nem sempre dá para repassar à tarifa de venda.
  • Prazo de implantação. Obra, entrada de energia e homologação atrasam. Cada mês de atraso empurra o começo da distribuição.
  • Tecnologia. Carregador é equipamento que evolui rápido e sofre desgaste. Por isso existe o fundo de reposição.
  • Regulatório e tributário. A tributação do setor está em transição e a forma de tributar a recarga ainda tem pontos em aberto.
  • Liquidez. Não existe mercado organizado para revender a cota. A saída depende da regra que estiver contratada.
  • Concentração. Poucas frações num lote só significam exposição a poucos pontos, numa praça só.
  • Execução. O resultado depende da capacidade da Evomob de operar bem a rede ao longo de anos.
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O que ainda não está fechado

Honestidade sobre o estágio: alguns pontos dependem de parecer técnico e não devem ser apresentados como resolvidos.

  • Enquadramento da oferta e eventuais obrigações perante a CVM.
  • Se a SCP pode ou não optar pelo Simples Nacional, e qual regime o sócio ostensivo adota.
  • Se a recarga é tributada por ISS ou por ICMS, e em qual município ou estado.
  • A regra de saída: prazo de carência, direito de preferência, recompra ou transferência entre investidores.
  • A remuneração do franqueado dentro da estrutura da SCP.
  • A base definitiva da taxa de gestão e a existência ou não de retorno mínimo antes da performance.
Nada nesta página substitui parecer de advogado societário e de contador. Os contratos prevalecem sobre qualquer explicação aqui.
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Glossário

Eletroposto — o local com um ou mais pontos de recarga instalados.
Ponto de recarga — cada tomada onde um carro se conecta. Um eletroposto pode ter vários.
AC e DC — recarga em corrente alternada, mais lenta e barata de instalar, e em corrente contínua, rápida e cara.
kWh — a unidade de energia entregue. É o que se compra da distribuidora e se vende ao motorista.
Sessão — cada vez que um carro conecta e carrega.
Rampa — o período entre a inauguração e o movimento maduro do ponto.
CAPEX — o investimento de implantação: equipamento, obra, entrada de energia e homologação.
OPEX — os custos de manter o ponto rodando todo mês.
Fluxo livre — o que sobra do faturamento depois de todos os custos, tributos, provisões e da taxa de gestão. É o que se divide.
SCP — Sociedade em Conta de Participação. O veículo que agrupa os ativos de um lote.
Sócio ostensivo e sócio oculto — quem aparece e opera, e quem participa do resultado sem responder pela operação.
Valuation — quanto vale o ativo hoje, calculado pelo caixa que ele deve gerar no futuro.
Fluxo de caixa descontado — o método usado para esse cálculo.
Taxa de desconto — a taxa que traz o dinheiro futuro para valor de hoje.
TIR — a rentabilidade anual que o investimento entrega considerando quando cada valor entra e sai.
Payback — quanto tempo leva até o caixa acumulado cobrir o investimento.
Fração — a menor parcela negociável de um lote, hoje R$ 50.000 (10,0% do lote).

Como o motor calcula. Cada ativo roda em base mensal ao longo do horizonte. A curva de rampa parte da utilização inicial e chega à maturidade no prazo definido. Receita = pontos × sessões/dia × kWh/sessão × 30 × utilização × tarifa, reajustada pela inflação de tarifa. Deduz-se energia, repasse ao anfitrião, os tributos do regime escolhido, OPEX fixo e a provisão do fundo de reposição. A taxa de gestão incide sobre a base escolhida. O que sobra é o fluxo livre: parte vai aos cotistas todo mês, o restante fica na reserva.

Fora do escopo. Não é aconselhamento jurídico, contábil ou de investimento. A constituição da SCP, o enquadramento na CVM, o contrato de sócio oculto e a definição entre ISS e ICMS sobre a recarga precisam de parecer de advogado societário e contador antes de qualquer material circular com investidor.